Moçambique acordou esta segunda-feira com uma notícia que encheu o coração de tristeza: faleceu Rosita Mabuiango, a jovem que se tornou um símbolo internacional de coragem e resiliência, após sobreviver às trágicas cheias que devastaram o sul do país no ano 2000.

Rosita estava internada há vários dias no Hospital Rural de Chibuto, na província de Gaza, onde recebia cuidados médicos devido a problemas de saúde não divulgados oficialmente. A sua morte foi confirmada por fontes locais, residentes no bairro Chimundo, que acompanharam de perto a sua situação nos últimos dias.

O nascimento de Rosita tornou-se icônico. Durante as cheias do rio Limpopo, que causaram destruição massiva e deslocamento de milhares de famílias, sua mãe, Carolina Chirindza, buscou abrigo no topo de uma árvore para proteger-se das águas. Foi lá que Rosita veio ao mundo, um momento capturado por equipas de resgate sul-africanas que filmaram a cena, transformando a pequena menina em símbolo de esperança diante da tragédia.

Ao longo dos anos, Rosita carregou consigo a lembrança de um nascimento milagroso. A sua história foi amplamente divulgada em jornais, documentários e reportagens internacionais, lembrando ao mundo o poder da vida mesmo nos momentos mais adversos. Muitos cidadãos e organizações humanitárias consideraram o seu nascimento como um exemplo de força e resiliência frente à adversidade.

A notícia do seu falecimento provocou comoção em várias partes do país. Amigos, familiares e figuras públicas expressaram pesar nas redes sociais, recordando não apenas o episódio dramático de seu nascimento, mas também a vida que Rosita levou, marcada pela luta diária e pela inspiração que transmitia.

Moradores do bairro Chimundo, onde Rosita cresceu, lembram-na como uma jovem tranquila e determinada, que nunca se deixou abater pelas dificuldades. A comunidade relembra com emoção o apoio e solidariedade que surgiram após o seu nascimento, quando muitas pessoas ajudaram a mãe e a filha durante os momentos mais críticos das cheias.

O governo local emitiu uma nota de pesar, destacando o impacto simbólico da história de Rosita para Moçambique e para o mundo. Autoridades enfatizaram que a vida da jovem serviu como um lembrete da importância de fortalecer sistemas de proteção civil e de solidariedade comunitária em face de desastres naturais.

Rosita Mabuiango deixa um legado que transcende sua vida física. A sua história continuará a ser contada como um testemunho da coragem humana e da capacidade de resistir diante das adversidades mais extremas.

O país prepara-se agora para prestar as últimas homenagens, unindo-se em luto por uma vida que, desde o nascimento, inspirou esperança e coragem a milhares de moçambicanos e ao público internacional.